A long time ago...
Não foi amor a primeira vista. Nem a segunda, nem a terceira. Levou um tempo até que ela visse, nos olhos dele, uma luz diferente. Ele estava de pé, encostado na parede, enquanto ela desejava-lhe um beijo. Chegou muito, muito perto, mas não tivera coragem. E ela viu, saindo de dentro daquele olhar uma coisa estranha. Teve vontade de perguntar se ele também notara, mas percebeu que era algo entre os dois e ficou calada. Tomou ar, voltou a si e deixou pra lá. O tempo passou e eles se perderam. Mas ela de vez em quando pensava no moço. E se reencontraram. Falaram-se ao telefone algumas vezes, depois conheciam as histórias um do outro. No fundo tudo o que a menina queria era ouvir o riso dele, escapulido entre as palavras. Havia passado vários anos desde a primeira troca de olhares. Mas um silêncio quebrara o ritmo das vozes encontradas. Um longo silêncio. Só depois de muitos anos, quase por um acaso, a menina observava as janelas e ele estava ali, dentro de uma camisa preta. Ela sentiu vontade de chorar. Não de tristeza, mas de emoção, porque achou emocionante ver ali dentro da camisa preta um pedaço de si própria. Sim, ele era uma parte dela. E, depois, mais tarde, quando tudo deu errado, não adiantou ela fugir. Voou em pensamento e o peito continuava carregado de sentimento. Tudo o que estava fora estava fora. Dentro dela, um gelo no coração cada vez que se lembrava. Dentro dela, uma luz piscando sempre que pensava. E como um câncer esse sentimento se arraigou naquele corpo. Tomou força e criou raízes. Ele ainda existia, ainda vivia e não a pertencia. Isso rasgava a menina por dentro. Às vezes ela esquecia. Mas era só pensar nele que se questionava: "Como pode, ele existir e não ser meu?" Esperou o tempo em que nessa história fosse cravada uma vírgula e depois viesse a frase "E um dia enfim..." Porém havia uma grande verdade que substituía a virgula por um ponto: viver é escrever sem borracha.
Mais uma vitória de Anna Dandy às 13h37
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Sim, eu sou trojan. No natal serei ninja.
Essa meninada diz cada uma... E olha que a idade deles não passa de 6 anos!!! 
Situação 1
Maria: tia, como se escreve "helicóptero", é com "e"?
Eu: Não, é com "h".
Maria: Ah não, tia. É não. Senão a palavra seria "agalicópitero"...
Situação 2
Carlos: tia, eu.. eu acho que eu to doente....
Eu: doente, honey? Como assim?
Carlos: é tia, eu to doente do meu pinto..
Eu: valllhaa! E o que tem o seu pinto?
Carlos: tia, ele fica grande, fica pequeno, fica grande, fica pequeno... Tia, minha mãe vai ter que me levar pro médico... (ehehehehe )
Mais uma vitória de Anna Dandy às 11h31
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Pffrrrr... Sopra, sopra pra poeira sair!!!
Nem sei bem o que escrever... Depois de tanto tempo, acho que perdi a prática. E tempos em tempos esse pequeno espaço volta a ficar empoeirado. Ao mesmo tempo, nem bem sabendo o que escrever, há tanto o que dizer! Sobre tantas mudanças...! E lógico que foram mudanças boas... Pensei em blogar coisas novas, num espaço novo. Essa foto de guerreira já me traz memórias de meus tempos solteirices, das festinhas, barzinhos, shows e viradas de noite em Ritz e Hey Ho. Hoje não é nada disso. Mas é isso mesmo: vão-se os tempos primavera, chegam outros verões... A começar pelo meu casamento. Não é beeeeeeem um casamento porque o oficial só acontecerá em maio de 2009. Mas eu já me sinto como se estivesse casada, vivendo essa coisa linda até então desconhecida para mim. Quase 2 anos e lembro-me como se fosse hoje, eu e ele trocando conversas no msn. Que mundo pequeno, ele tão perto de minha casa.. Engatamos um namoro. Risadas. Saidas. Momentos só nosso. Até o rompimento de leeeve, depois a alegria da volta. Enfim.. saiu nosso apartamento e tivemos que arrumar tudo. Eerrr... Ainda hoje estamos arrumando, mas sem grilos. O importante é estarmos a construir nosso lugar juntinhos. Ao final de tudo sei que estou muuuito feliz. Quero viver essa felicidade sempre e sempre assim como esse artigo que li ontem no jornal:
O dilema do Eu é que o Eu sem o Tu não pode nominar-se - Eu. De si, não pode diferenciar-se sem o Tu, o Eu. Com o Tu, outro dilema: Tornar-se Nós. Que não é mais o Eu ou o Tu mas outra coisa diferente de um e de outro. Que às vezes se estranha; às vezes se reconhece; as vezes se renega; às vezes se acolhe; às vezes se detesta; outras, se ama. O dilema do Nós é que sem o Eu e o Tu não pode nominar-se - Nós. Não existe por si, o Nós senão atado ao Eu e ao Tu por uma louca matemática que dividindo, multiplica e diminuindo um pouco de si - Do Eu e do Tu - soma outras grandezas - a um e a outro. Que às vezes se estranham; às vezes se reconhecem; às vezes se renegam; às vezes se acolhem; às vezes se detestam; outras, se amam. Um território estranho ao Eu e ao Tu de fronteiras em permanente construção. É o Nós. Às vezes temido, outras intensamente desejado. Sempre, e eternamente espelho do melhor e do pior do Eu e do Tu. Sempre, e eternamente unica possibilidade de plenitude. Ah, por que escolhi maio? Não, não fui eu que escolhi, foi ele. Por ser o mês das noivas e o mês de Maria. Agora já dá pra descobrir até o dia...
Mais uma vitória de Anna Dandy às 17h38
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